16 de junho de 2012

Rio+20 = Esforço inútil

“Nada há de permanente,
exceto a mudança.”
Heráclito (450 A.C.)

A reunião denominada Rio+20 teve seu início na cidade do Rio de Janeiro e pelo caminhar das primeiras discussões pode chegar a lugar algum. Ou ainda, seguir um padrão que vem acontecendo em eventos a favor da natureza – Todos batendo cabeça e os poderosos governantes dos países altamente poluidores dizendo NÃO!
A simples elaboração de uma carta de intenções ganha contornos complicados e demonstra a dificuldade que se encontra em chegar a um denominador comum na defesa do planeta em que vivemos. Os países denominados ricos (G8) não querem deixar de lado a ganância nem abrir mão de suas riquezas para salvar o planeta. Os países em desenvolvimento querem ser ricos e, portanto, não vão abrir mão de nenhuma estratégia que venha a impedi-los.
Para começar China, EUA e Rússia não enviaram seus mandatários e já esvaziaram a plenária na medida em que são os três maiores poluidores do mundo em que vivemos. Assim como aconteceu no Tratado de Kyoto, não vão assinar nada que possa comprometer o fluxo financeiro de seus governos.
Mesmo o Brasil, sede do evento, não está fazendo sua lição de casa. Um país com tremenda extensão territorial usa caminhões fedendo óleo diesel ao invés de ferrovias limpas e não poluidoras. Nossos veículos que são milhões nas ruas e estradas usam mistura de álcool e gasolina, privilegiando consumo e não economia.
No Brasil florestas e matas estão sendo destruídas em troca de pastos e plantações pertencentes a latifundiários com direito à bancada no Congresso Nacional. Nada passa contra eles, nada pode ser feito contra esta casta incrustrada de forma disfarçada na agroindústria nacional. No pensamento deles dane-se o meio ambiente, pois eles preferem matar ou mandar matar quem os confronta a dialogar em favor da natureza e do uso criterioso do solo do país.
A realidade do campo é muito diferente daquela dos corredores civilizados do Congresso Nacional. No norte do país morrem dezenas de pessoas por ano assassinadas por defenderem o direito à propriedade e o meio ambiente.
Na Rio+20 com certeza estes heróis anônimos não estarão presentes, para relatar em alto e bom som, tudo pelo qual passam em suas distantes comunidades, esquecidas pelo poder público onde andam nas ruas como se fossem alvos móveis.
O Brasil não é modelo, nem deveria ser sede de um evento no qual estão devendo explicações, punições a assassinos e mandantes. Onde o pequeno e médio agricultor está desaparecendo e jamais teve apoio de qualquer setor do governo federal.

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