9 de março de 2012

Maranhão - O paraíso da iniquidade

A democracia... É uma constituição agradável,
anárquica e variada, distribuidora de igualdade
indiferentemente a iguais e a desiguais.
Platão

Os quarenta e dois deputados estaduais do Maranhão recebem ao contrário do conjunto dos trabalhadores da iniciativa privada e pública dezoito salários por ano, ou seja, além dos doze meses do ano e do décimo terceiro salário, esses gênios ainda recebem mais cinco remunerações mensais.

Com um agravante ainda mais imoral, em 2010 o benefício foi estendido aos suplentes de deputados que, provisória ou permanentemente assumissem o mandato parlamentar.

No decreto que originou o pagamento dos 18 salários de número 331/06, a justificativa ignóbil e infeliz para conceder benefício dos cinco salários a mais no bolso dos deputados, era de que serviriam para compensar as “despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária”.

Estes políticos são na verdade muito ordinários e vagabundos da pior espécie, pois sabem que a desculpa não tem fundamento e lesa os cofres do erário, pagos pelo suor de gente humilde justamente do Estado mais pobre da nação.

Além de salários nababescos os políticos brasileiros de norte a sul, incorporam vantagens que somente eles possuem depois por ironia do destino estes mesmos sacripantas são aqueles que decidem cortes de verbas orçamentárias, privatizações, redução de aposentadorias, enfim, cortam da carne dos outros enquanto engordam as suas contas.

Os deputados maranhenses caras de pau quando confrontados pela imprensa alegaram aquilo que todo bom político safado diz: “Recebo como todos os demais, desde que cheguei aqui já havia esta verba” ou “É uma verba legal, por isso não vejo mal em recebê-la assim como todos os demais”.

Realmente não é de se estranhar que a maior parte da população do Brasil tem nojo, asco e ojeriza de políticos, que se constituem da pior espécie de ratazanas. Daquelas que quando mordem infectam de forma mortal a economia e os vencimentos de todo conjunto honesto de trabalhadores do país.

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