13 de outubro de 2011

Um passo muito tímido, mas que nos dá esperança.

As manifestações ocorridas neste doze de outubro em algumas capitais e outras cidades pelo país não foram do tamanho da corrupção nem da indignação da nossa sociedade, porém, estes milhares de cidadãos que foram as ruas movidos por forte repulsa através das redes sociais é um alento.

Claro que seria maravilhoso termos milhões nas ruas gritando pacificamente contra esta epidemia que está incrustrada na classe política nacional e em vários setores da própria sociedade, onde estão os corruptores.

Claro que seria algo fantástico os corruptos perceberem que a sociedade não os suporta mais, que algo estaria em desenvolvimento para findar este processo que ceifa bilhões de reais do erário e mata os sonhos do povo brasileiro.

Entristece saber que movimentos religiosos de igual importância levam milhões às ruas pela mesma sociedade que vacila ou tem medo de mostrar tudo àquilo que no seu cotidiano eles vociferam em bares, escritórios, lares e escolas do país. Mas que quando é chamado a lutar e gritar nas ruas emudece, foge, cala-se.

Com isso consente e facilita a vida de corruptos e corruptores a frente das suas negociatas imundas em todos os cantos do país onde tenha recursos públicos disponíveis.

Por outro lado, temos de avaliar que o processo de retomada da consciência da sociedade é longo, pois não está alicerçado na Educação de qualidade e na informação direta e objetiva. A grande mídia é conivente com a bandalheira na medida em que depende de recursos oriundos dos governos nas três esferas, por isso não colabora.

Além disso, o povo brasileiro é por demais cordial, em alguns momentos subserviente ao poder estabelecido, isso vem de muito longe, desde o Império, desde nossa colonização, algo que para mudar, precisa de muita persistência, lideranças positivas e o descobrimento por parte do cidadão brasileiro da sua força que é descomunal, tanto nas eleições como durante os mandatos.

As redes sociais conseguem promover um fenômeno com o qual os políticos não contavam. Os formadores de opinião estão conectados online com milhões de pessoas no país e no mundo. Isso faz com que a informação chegue muito rápida e precisa.

No Oriente Médio déspotas foram tirados dos seus tronos através de um revolução popular que começou com a influência das redes sociais.

As redes sociais citadas são o Twitter, Facebook, Orkut e outros que arregimentam bilhões de cidadãos neste planeta. É a globalização da informação, é a descoberta do livre exercer da cidadania instantânea sem que tenha de se passar por partidos políticos corrompidos ou sindicatos pelegos.

Desta forma, podemos sonhar que este dia doze de outubro venha a ser o estopim, o inicio de um novo tempo para a sociedade brasileira.




















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